domingo, 12 de fevereiro de 2017

Resignificando - Esse é o ano!


12/02/2017 - 43 dias desse ano. 2017 veio feito um furacão! Tantos planos, tantas mudanças. Pessoas indo, outras chegando, outras voltando...Tanta, mas tanta coisa se passou. Eu tenho diversas coisas pra fazer. Tanta vontade aqui dentro de mim... Inúmeros planos pra realizar, vários objetivos pra atingir. Alguns eu já consegui iniciar. Outros, ainda estou analisando, traçando a rota, escolhendo o melhor caminho. 
Mas não consigo caminhar sem olhar pra trás. Não consigo não avaliar cada momento pra saber como reagi. Pra saber como mudei. Pode ter sido pra pior? Pode. Se errei foi tentando melhorar. Podem ter certeza. 

Já tomei alguns sustos. Já doeu na alma. Já sangrou o coração. Já sangrou a carne. Onde houve dor consegui enxergar uma nova versão de mim. Talvez uma versão que eu não conhecia. Talvez aquela que estava presa e que eu precisava libertar. 
Quando o coração sangrou me senti forte, mesmo me permitindo ser frágil. Quando o pranto rolou e me vi só, no sentido mais amplo da palavra, lembrei que isso não é um problema. Pois sei quem sou, o que quero e mereço. Vendo um vídeo do Padre Fábio, que fala sobre nossas expectativas em relação ao outro, fala das prisões emocionais que criamos, da nossa falta de coragem de encarar a realidade nua e crua nas relações. Entendi que não podemos perder o que não temos. Então a dor passou.  


Quando a carne sangrou, num acidente, me vi desesperada. Pedia ajuda do meu par. - Sim, eu perdi o medo bobo, lembram? Recomeçar ou tentar novamente era preciso. -  E o sangue jorrava de mim. Tive tanto medo, tanto. Fui acudida, socorrida, mas não me senti cuidada. Tive alguém ao meu lado na cama "pra me cuidar", mas que pouco "me olhava". Entendi, mais uma vez, que é melhor seguir só a criar expectativas ou uma idealizar algo que não existe. 
Quando a alma doeu e ainda dói me aproximei das pessoas que me são essenciais. Pude ser frágil sem medo. Pude oferecer meu ombro. Pude ser eu.
2017 parece que me desnudou. Aponta a todo momento que eu mudei. Como se essa mudança não estivesse sendo construída ao longos os últimos anos. Como se instantaneamente eu tivesse estalado os dedos e pah: Acordei nova. Não! Não foi assim. 
Queria ter registado tudo, como faço agora, mas não tinha forças. Os poucos registros me mostram que eu precisava libertar um lado meu até então não conhecido por mim. Acho que não só a libertei, como hoje me sinto completa por isso. O tempo que eu afirmei lá em 2015 que chegaria é agora. Hoje, me sinto viva, forte, linda. Sinto que ouço mais minha intuição, ouço mais meu coração. Aprendi que ele não mente e possui um belo radar pra me guiar aqui na caminhada terrena. 
Hoje me sinto mais determinada, mais segura, mais feliz, mais mulher, com mais fé em mim, na vida e em Deus.
2017 chegou pra me mostrar: "Você conseguiu! Você pode! Siga firme. Tudo o  que quer será conquistado. Dedique-se. Cuide-se. Ame-se."

Creio piamente na frase que diz: “Tem coisas que Deus nos dá para aprender. E tem coisas que Deus só nos dá depois que já aprendemos”.
Hoje sei que um outro tempo está chegando pra mim. Sei, baseada nas escolhas e principalmente não renuncias que fiz, e farei, que vou colher tudo que plantei.
Venha 2017! Te recebo. Te abençoo. E farei de tudo para que se torne inesquecível. 



👆🙇😇😊💋💝

PS.: Não sei a razão do fundo branco em algumas passagens do texto. Tentando ajeitar.