sábado, 21 de novembro de 2009

Falhei

É ruim quando tentando acertar erramos.

É difícil reconhecer que uma atitude deixou triste alguém, que se quer bem, que só te faz bem. É ruim ter que reconhecer o erro para si. A sensação de sentir-se o pior dos seres ao se olhar no espelho e dizer: É, ERREI.

Falhar mais uma vez, mesmo sem a intenção, mesmo tentando fazer o que é correto, mesmo não querendo perder.

Só nos resta um caminho: pedir desculpas, mesmo sabendo que tal pedido não apagará o fato ocorrido.

Mas o pior é encontrar o silêncio como resposta. Silêncio que parece dizer mais que mil palavras, que condena e deixa mais evidente as proporções do ato falho, do egoísmo, da injustiça cometida.

Na minha ânsia de acertar creio que tenha errado e tal falha me deixa angustiada.


Estou triste, por saber que mais uma vez erro tentando ser melhor e fazer tudo diferente. A minha busca pela perfeição me faz mal, pois sei que possuo muitas falhas, não só as possuo, mas as cometo.

Talvez tenha que me isolar um tempo do mundo, das novidades, para que eu possa melhorar e assim não deixar triste alguém que só se quer bem.

Só espero, que mais uma vez, eu não esteja errando buscando acertar.


"Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar."
Clarice Lisperctor

domingo, 15 de novembro de 2009

Saudades


Essa é a palavra que define o dia de hoje.

Há seis anos meu pai se foi. Tanta coisa vivida que ele não viu... Minha formatura chegando. Sonhos sonhados juntos na infância e que quando se realizarem faltará alguém, o abraço, o parabéns. Dói.

Hoje faz dois meses que meu tio partiu. Essa ferida está muito aberta, está sangrando, mas vai passar. Ou melhor vai mudar, passar, jamais.
Papai do Céu, me faz forte e me dá sabedoria para entender e aceitar seus designos. Não está sendo fácil. Amém.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O meu espetáculo


A vida é um espetáculo onde cada um representa seu papel. Alguns têm um espetáculo curto, outros longos. Alguns atos são felizes, outros dramáticos, outros cômicos e por aí vai. Mas a única certeza é que todo espetáculo tem seu fim.
Tanta gente passou nesse meu espetáculo chamado vida, mas sempre você ficou. Sempre soube que seria difícil dizer um adeus pra você. Sempre temi por esse dia. Três anos se passaram e só esse ano que vi o quanto você era importante em minha vida. Vi o quanto meu coração estava preso a você.
Sempre soube também que esse não era o caminho certo, sempre soube meu papel em sua vida, sempre soube que no seu espetáculo eu pouco apareceria e quando isso ocorresse seria mera figurante, quem sabe em alguns momentos, coadjuvante. Esse era o meu máximo.
Está doendo a muito. Está muito complicado lidar com mais uma ausência agora. Está muito difícil estar tão perto e tão longe. Esta difícil não compartilhar planos, projetos, idéias, medos, brincadeiras. É difícil fingir que você não está aqui. É complicado mudar a rotina.


Queria não ter que sentir o que sinto. Queria muito que esse ato do meu espetáculo tivesse um fim mais bonito, onde ao invés de tristeza, só existisse alegria. Queria não ter me apaixonado pela pessoa errada. É tão difícil admitir isso pra você e pro mundo. Foi e está sendo difícil me despir e me mostrar tão frágil, tão pequena. Mas é muito pior me ver tão insignificante, tão sem importância. É estranho, mas me sinto suja por ter representado esse papel, parece que máscara que vesti ainda me pertence.
Ah se o tempo voltasse... Se eu pudesse escolher novamente, não teria me entregado a esse personagem, não teria cedido ao louco desejo que sempre toma conta de mim, mas se fosse só o desejo, não teríamos problemas. O meu grande problema é que não se controla sentimento, não se consegue interpretar o papel de figurante no espetáculo de alguém que no seu espetáculo tem papel principal. Queria só a “amizade colorida”, queria só o fogo de palha, queria só saber que sempre haveria fogo, mas meu coração pulsa mais forte por você.
Tantas vezes tentei virar essa página. Tentei não mais escrever essa história ou até mesmo trocar os personagens. Tentei em vão, por duas vezes esse ano, colocar outro em seu lugar. Te coloquei como coadjuvante, mas não adiantou. O espetáculo perdia o ritmo e você talentoso voltava ao papel principal, com outras características é verdade, mas sempre lá, com destaque.
Depois de duas cenas confusas, optei por surpreender os espectadores e de não mais te oferecer o papel principal. Analisei melhor o seu espetáculo: olhei o cartaz de apresentação, vi as propagandas, vi os atores, compreendi os atos... Vi que eu, uma grande estrela nos espetáculos de tantos, estou como um figurante em seu espetáculo. De forma triste e dolorosa, encerrei o ato. Encerrei o capítulo.
Tento agora escrever uma nova história com os personagens já existentes. Tento também te tirar de vez do meu coração, mas não quero tirá-lo da minha vida, do meu espetáculo, mas quero que cada um ocupe, de fato, o lugar que lhe é devido e merecido. Afinal, só cabe a mim escrever um fim para minha história ou uma nova história para minha vida.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nova Campanha

Olá!!!


é estou tentando voltar para falar de amenidades.

Voltei ao meu lindo cantinho para lançar uma nova campanha. Não aguento mais ônibus, metrô, trêm lotados e aquele cheiro desagradável que circula no ar, por isso peço o apoio de todos. O título da camanha é: "DESODORANTE PARA TODOS".


Gente eu literalmente passo mal com o mal cheiro das pessoas. Como pode??! As vezes nem calor está, mas as pessoas não curtem um banhozinho, lavar a roupa então... Sai de baixo!

Por isso, a camanha. Mais uma vez peço o apoio de vocês.


PS: PRECISO DE UM JINGLE!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Papai do Céu o levou


Olá,


é isso: meu tio morreu. O câncer o venceu. Papai do Céu resolveu ter perto dele alguém muito especial, então o chamou na madrugada do dia 14 para o dia 15 desse mês. Ele sofreu muito antes de morrer. Não quero escrever sobre isso, apenas pedir que rezem por toda minha família que está sofrendo demais. Sei que a dor vai diminuir e a saudade aumentar, mas a dor da perda é uma dor que não acaba nunca.

Deixo abaixo dois textos: Uma música que sempre que estou muito triste ouço e faço dela meu hino. E um texto enviado por uma amiga no dia seguinte da morte, que me fez chorar, porém refletir.


Sorri

Composição: Charles Chaplin/G.Parson/J. Turner

Sorri

Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios

Sorri
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos

Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

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MORTE

~ Que modo simples e maravilhoso de explicá-la. ~


Um homem muito doente virou para seu médico enquanto se preparava para sair da sua sala, e disse:

"- Doutor, estou com medo de morrer. Por favor, diga-me o que há do outro lado".
Calmamente o médico falou:
"- Não sei."

"O senhor não sabe? És um homem cristão e não sabe o que há do outro lado?"
O médico estava segurando a maçaneta, quando ouviu o som de arranhar e gemer do outro lado da porta .
Ao abri-la, seu cachorro entrou correndo e pulou alegremente sobre ele.

Voltando-se para o paciente, o médico disse:

"- Você prestou atenção no meu cachorro? Ele nunca esteve nessa sala antes. Não sabia o que havia aqui dentro. Sabia apenas que o seu mestre estava aqui. E, quando a porta se abriu, ele foi entrando sem medo. Eu sei pouco sobre o que há do outro lado, após a morte, mas tenho certeza de uma coisa: Que meu Mestre estará lá. E isso é o bastante pra mim"

Bjoks

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Coisas entre o céu e a terra


Hoje li o blog da Fernanda (http://eusempresobrevivo.blogspot.com/), pessoa que nem conheço pessoalmente, mas que desperta em mim grande admiração. Ela conta que sonhou com a mãe que já é falecida. Acredito que entre o céu e a terra existam coisas que ninguém consiga explicar e uma delas é a ligação com quem já se foi. Não sou espírita, não creio em reencarnação, mas acredito que quando temos uma ligação muito grande com as pessoas, sentimento verdadeiro nos “conectamos” com mesmo com quem já se foi.
Qualquer um me perguntaria: Baseado em que eu estou dizendo isso? Em experiências já vividas por mim.
Meu avô se foi eu era muito criança, diversas vezes minha mãe ou eu já sonhamos com ele nos avisando, alertando sobre um monte de coisas. É estranho, mas sinto que ele nos observa de algum lugar, uma espécie de anjo. Antes de tomarmos conhecimento do câncer do meu tio, ano passado, sonhei com ele brigando conosco e nos pedindo para ficarmos unidos, e sermos fortes, pois tudo poderia ser superado.
Minha mãe e meu tio depois que se casaram cada um seguiu sua vida. Não conviveram mais como irmãos e sim como meros conhecidos. Nossa família só se reunia em enterros, grandes festas da família e/ou quando alguém se internava e pedíamos o auxílio dele, por ser médico. Quando minha mãe teve o câncer ele foi imprescindível, esteve conosco e depois de superado voltaram a se afastar.
Agora com a doença dele eles se declararam e viram tudo que perderam, sofrem pelo que não viveram. Acho que podiam estar mais juntos e unidos, e se tudo podia ser superado com a nossa união, não foi, de acordo os médicos (suspenderam a medicação e estimaram em três meses a vida dele – TA PHODAAAAA).
O que nos faz sofrer nos ensina a ver a vida de outra forma, e se é algo que aprendi com a perda do meu pai, o câncer da minha mãe, agora o do meu tio e a internação da minha avó que sofre com o mal de alzheimer no último mês, é que a vida sempre nos diz que hoje é o último dia, o amanhã realmente pode não chegar e como já dizia Renato Russo: “A primeira vez é sempre a última chance”.
Prezem pela convivência com quem está próximo, com quem amamos, meça as palavras, peça perdão, usufrua cada momento, seja ele bom ou ruim, pois tudo acaba. Todos nós iremos para algum lugar quando nossa passagem nesse mundo acabar, e se todos esses relacionamentos forem pautados pelo amor, respeito, carinho, gratidão, quem sabe não teremos mais “anjos” olhando por nós?
Não quero mais escrever, pois isso me deixa muito triste. Rezem por minha família. Por minha avó que fez uma cirurgia (depois eu conto), pelo meu tio (não quero que ele sofra mais) e por minha mãe que está muito pra baixo e temo pela saúde dela, além disso, descobrimos que ela está com cálculos renais (doem muito) e que provavelmente terá que ser submetida a uma cirurgia. Não está fácil, mas vamos superar.

* Uma notícia boa: Fui promovida!!!

Fiquem bem.

Bjoks

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mulheres


"Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa para cima ou se é do tipo que empurra para baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa para cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando paro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apoia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra para baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa para cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra para baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco para assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa para cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra para baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada"

Autora: Martha Medeiros

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Adorei esse texto. Resolvi colocá-lo aqui.

Bjoks