terça-feira, 25 de abril de 2017

33 Anos - "E então fazer valer a pena cada verso daquele poema sobre acreditar".

Hoje faz 33 anos que cheguei nesse mundo. Passou rápido.
Houve dias, noites e momentos tão ruins que pareciam intermináveis. Teve alegrias e felicidade tão grande que sorrio só de lembrar. Teve insanidade. Teve loucuras por amor. Teve crise de ciúme. Teve dor. Teve medo. Teve fracasso. Teve rejeição. Teve superação. Teve fé. Teve coragem. Teve renúncias. Teve amigos, muitos amigos. Teve gente que não merecia nada, teve muito e não soube valorizar, preservar. Teve música. Teve livros. Teve beijos, muitos beijos. Teve sexo. Teve viagem. Teve encontros, desencontros, reencontros. Teve vida, muita vida.
E continuará tendo tudo isso e muito mais. Vou continuar a escrever a história da minha vida.
O caminho tem tanto obstáculo. Tanta pedra. Tanta distração. Tanta erva daninha que por vezes questiono minhas escolhas. Meus desejos e capacidade. A vida é tão ligeira. Oferece tantas opções, mostra tanto desalento que em alguns momentos o desânimo se aproxima. As interrogações ganham espaço.
Então, essa mesma vida, em sua enorme sabedoria me mostra, nos pequenos detalhes, porque e por quem vale a pena viver. O que, realmente, engrandece e enrique a alma.
Não, não tem nada a ver com valores monetários e sim com sensações e momentos impagáveis. Tem a ver com realização de sonhos. Tem a ver com superação de obstáculos. Tem a ver em ter com quem contar. Tem a ver com amigos. Tem a ver com família. Tem a ver com amor. Tem a ver com a verdade do que somos e com quem lidamos.
Hoje, já aprendi que o coração mostra o destino. Ele é o norte. E a razão mostra como chegar.
Mais uma vez a vida endossa a máxima de que o ontem ninguém pode alterar. Que o amanhã é o hoje de ontem. Que a vida é um eterno construir e desconstruir. Que a única verdade absoluta é a morte desse corpo físico.
Não adianta se lamentar e a sofrer pelo que podia ser e não foi. Adianta olhar para frente e batalhar por aquilo que se acredita ao lado de quem faz tudo isso valer a pena. Não focar nos obstáculos. Não dar importância pro que e pra quem não tem importância. A vida é ligeira e o que a faz valer a pena é sentir que estamos evoluindo. Aprendendo. Crescendo. Sendo útil. Hoje meu coração transborda por ter segurança nas escolhas que fiz.  Por ir dormir com aprendizados diferentes do que quando acordei. Por me permitir saber e enxergar tudo isso.
Esse aniversário marca o fechamento de um ciclo lindo e o início de um ainda mais belo. Aprendi tanto ao longo do último ano. Enxerguei tanta coisa que antes não era capaz. Esvaziei a mala dos traumas que carregava. Me enchi de amor próprio. Me sinto livre. Plena. Bela.
Tenho seguido meu caminho e visto o quanto a vida ensina. O quanto ela abençoa. O quanto ela prova, mostra, testa.
Nesse ciclo que se fecha aprendi ou alcancei tantos lugares que julguei que demoraria tanto. Aprendi em um dia lições para levar por toda vida. Cruzei com pessoas que se tornaram especiais e inesquecíveis. Foram presentes de Deus. Conheci uma pessoa que não quero nunca esquecer, pois foi através dessa pessoa que entendi na pele que só quando nos amamos que podemos buscar o amor do outro.
Vi que a vida nos traz lições, nos prepara e nos testa. A vida deu tantas voltas pra me mostrar que Eu aprendi. Eu cresci. Eu mudei.  Mas se não tivesse aprendido apanharia muito, pois a vida me apresentou o pior. Mas ter me livrado do pior sem a dor, sem o apego me dá aquela estrelinha da vitória.
Reencontrei com meu ex-amor. Pude entender que há ligações eternas. Que não adianta fugir. Mas que mesmo sendo eternas, as relações se mudam. Que o amor acaba. Cessa. Transforma-se. Mas que o respeito, a consideração e o carinho não.
Aprendi a me perdoar. A não exigir tanto de mim. Sim, sou falível. Acho que só após 32 anos entendi que posso errar,  fazer do erro um aprendizado e não preciso sofrer tanto por isso. Não preciso me julgar tão mal.
Para esse novo ciclo há vontades genuínas aqui dentro de mim. Há caminhos sendo construídos. Há sonhos sendo concretizados. Há fé, mas uma fé tão grande em mim e na vida. A fé que é o sentido do meu viver. A certeza de que basta que eu acredite e queira que ninguém me segura. Porque quando eu realmente quero, eu quero e ponto. E não tenho medo da colheita, pois sei o que estou plantando.
Agradeço a Deus, a vida, a espiritualidade amiga por tudo que a vida tem me dado. Por tudo que tenho colhido.
Que venha um novo ciclo com muita saúde, muito amor, com muitas realizações, com muitos amigos, com muito trabalho. Ciclo esse que será recebido por mim com várias comemorações.

Parabéns pra mim!! 
"Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações"
❤😊😉🙏👆💕






domingo, 19 de março de 2017

A surpresa - E nas voltas da vida...



De alguma forma, ao chegar lá, eu sabia que te veria. Naquele mundo de gente encontrei tantos conhecidos... E ao ir ao encontro de um amigo me deparo com você.
Depois de tanto tempo. De tanta coisa. Eis que estamos um de cara para o outro, no meio da madrugada, tendo como trilha sonora samba. Logo nós que amamos o samba!
Tentamos resumir nesse pouco tempo nossa vida nos últimos anos, contando planos para o futuro, rindo de palhaçadas antigas. Nossa amizade, carinho e respeito sempre presentes, independente de qualquer coisa. Não sei como, não sei o porquê, não lembro nem o assunto que conversávamos, quando me dei conta já estava em seus braços. Quando me dei conta estava saindo da sua casa no fim da tarde do dia seguinte. Quando me dei conta estávamos virando a noite conversando pelo celular. Quando me dei conta você estava aqui na esquina. Quando me dei conta havia mensagens nossas dizendo “vem pra cá”, “foi bom te reencontrar”. Quando me dei conta larguei tudo e atravessei a cidade para comermos pizza e assistirmos filme. Quando me dei conta nos beijávamos e seguia pro trabalho, depois de saltar do carro e te desejar bom dia. Quando me dei conta já estávamos juntos novamente comemorando os gols do flamengo. Quando me dei conta estava me despedindo de ti, desejando sorte nessa nova etapa. Quando me dei conta o coração apertou por saber que você estará longe por algum tempo, ou por muito. Quando me dei conta você já estava aqui na minha vida novamente como se o fim de anos atrás não tivesse acontecido. Mas aconteceu. E mudamos bastante.
Foi bom ver que você mudou e poder te dizer isso. Apontar isso pra você e te parabenizar. Foi bom saber que eu também mudei. Mas que sua essência ainda é a mesma e por isso há tantos anos atrás eu me encantei e me apaixonei perdidamente.
A vida me surpreendendo mais uma vez. Fazendo-me viajar para o passado. Mergulhar no meu coração. Colocou-me de cara para aquela versão de mim que eu julguei ter morrido. Colocando-me à prova. Fazendo-me lembrar de tudo que vivi, que senti. Que vivemos, que sentimos. Fazendo a gente se perder nas lembranças... Nas frases: “Eu estava com você nessa época.”; “Eu lembro desse show.”; “Nunca mais comi isso, só comia com você.”;  “Nossa! A gente tem muita história!”.
Olhar pra trás e me lembrar de todos os planos feitos. De tudo que eu senti.  De tudo que eu me sujeitei. Lembrar que foi com você que eu voltei a acreditar no amor. Com você eu descobri sentimentos e emoções que durante algum tempo eu julguei que não mais sentiria ou viveria com ninguém. De todo medo que eu tive de me afastar em definitivo e, por isso, adiar sempre o fim.
Você e tudo que vivemos, toda nossa história ao longo de anos de proximidade e afastamentos, me colocou de frente com todos os meus conflitos e traumas que eclodiram após o fim que eu decretei há anos atrás. Sim, fui ao fundo do poço. Algumas vezes morei lá. Mas voltei de lá melhor, mais forte. Completa.
Interessante descobrir deitada ao seu lado que eu não estava errada quando questionei todas as atitudes, quando nunca acreditei verdadeiramente em nada que me foi dito há pouco tempo atrás. Entendi, enquanto você dormia ao meu lado ao olhar meu celular e ver a imagem que vi, que há pessoas que só aparecem na nossa vida por alguma razão e talvez seja só pra ser exemplo do que não se deve querer e ter nunca. Exemplo do que é ruim. Que há pessoas que não são dignas da minha presença, do meu respeito e consideração.  E você é exatamente o oposto. E me dá um baita alívio por isso.
Eu que fico tentando entender o que a vida quer me fazer aprender, o que cada tropeço, encontro e momento quer me ensinar. Compreendi ao olhar pra trás que foi você o responsável por me colocar diante de todos os meus conflitos internos. Que você me deu a oportunidade de ser melhor, de me fazer grande. Poderia ter sido através do amor, mas eu optei pela dor. Optei pelo não enfrentamento das verdades que estavam diante dos meus olhos, me entreguei ao medo e não ao que sentia e fui vivendo de acordo com o que a vida apresentava. A vida exige de nós posicionamento, coragem, rumo. Com você eu me perdi e depois de tanta dor pude me reencontrar. Me reinventar.
Optei pela solidão por anos e ao me permitir viver um romance, há poucos meses atrás, pude ser testada pela vida ao conhecer alguém que julguei especial, mas nunca morou no meu coração completamente. Nunca me doei completamente, nunca confiei completamente. E só me dei conta disso ao seu lado, que é um lugar conhecido por mim. Me dei conta que a vida fez com que nos esbarrássemos  para que cara a cara com você eu conseguisse entender que apesar de tudo sempre confiamos um no outro, sempre nos respeitamos, sempre jogamos limpo. 
Lembrei de coisas maravilhosas que você despertou aqui dentro. Senti o quanto é confortável estar com você, hoje mais do que antes, pois me sinto mais segura e sei exatamente o que quero.
Entendi que não adianta fugir do que está escrito por Deus. Tive certeza, mais uma vez, que a nossa ligação vem de muitas outras vidas. Que os planos de Deus são maiores.
Não, não sei se ficaremos juntos. Essa temporada longe daqui me fez pensar demais. Acho que sempre teremos um ao outro. Sempre confiaremos um no outro, pois somos de verdade, com nossas fraquezas, erros e acertos. E isso é o que me faz torcer tanto por ti. Querer tanto o seu bem e agradecer a vida por ter sido através de ti que me tornei quem eu sou.

Nesse momento a única certeza que tenho é que a paz voltou a morar em meu coração. Não há pressa pra saber o que futuro me reserva. Se um novo ou um velho amor, mas que com certeza será o melhor pra mim e pra ti. Seja juntos ou separados. Confio, mais do que nunca, nas voltas que o mundo dá. 
E que a vida caminhe como Deus quer e eu mereço. Vida, te recebo, te abençoo e agradeço.
Se a definição de alma gêmea dada pelo livro "Comer Rezar Amar" estiver correta, já encontrei a minha.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Resignificando - Esse é o ano!


12/02/2017 - 43 dias desse ano. 2017 veio feito um furacão! Tantos planos, tantas mudanças. Pessoas indo, outras chegando, outras voltando...Tanta, mas tanta coisa se passou. Eu tenho diversas coisas pra fazer. Tanta vontade aqui dentro de mim... Inúmeros planos pra realizar, vários objetivos pra atingir. Alguns eu já consegui iniciar. Outros, ainda estou analisando, traçando a rota, escolhendo o melhor caminho. 
Mas não consigo caminhar sem olhar pra trás. Não consigo não avaliar cada momento pra saber como reagi. Pra saber como mudei. Pode ter sido pra pior? Pode. Se errei foi tentando melhorar. Podem ter certeza. 

Já tomei alguns sustos. Já doeu na alma. Já sangrou o coração. Já sangrou a carne. Onde houve dor consegui enxergar uma nova versão de mim. Talvez uma versão que eu não conhecia. Talvez aquela que estava presa e que eu precisava libertar. 
Quando o coração sangrou me senti forte, mesmo me permitindo ser frágil. Quando o pranto rolou e me vi só, no sentido mais amplo da palavra, lembrei que isso não é um problema. Pois sei quem sou, o que quero e mereço. Vendo um vídeo do Padre Fábio, que fala sobre nossas expectativas em relação ao outro, fala das prisões emocionais que criamos, da nossa falta de coragem de encarar a realidade nua e crua nas relações. Entendi que não podemos perder o que não temos. Então a dor passou.  


Quando a carne sangrou, num acidente, me vi desesperada. Pedia ajuda do meu par. - Sim, eu perdi o medo bobo, lembram? Recomeçar ou tentar novamente era preciso. -  E o sangue jorrava de mim. Tive tanto medo, tanto. Fui acudida, socorrida, mas não me senti cuidada. Tive alguém ao meu lado na cama "pra me cuidar", mas que pouco "me olhava". Entendi, mais uma vez, que é melhor seguir só a criar expectativas ou uma idealizar algo que não existe. 
Quando a alma doeu e ainda dói me aproximei das pessoas que me são essenciais. Pude ser frágil sem medo. Pude oferecer meu ombro. Pude ser eu.
2017 parece que me desnudou. Aponta a todo momento que eu mudei. Como se essa mudança não estivesse sendo construída ao longos os últimos anos. Como se instantaneamente eu tivesse estalado os dedos e pah: Acordei nova. Não! Não foi assim. 
Queria ter registado tudo, como faço agora, mas não tinha forças. Os poucos registros me mostram que eu precisava libertar um lado meu até então não conhecido por mim. Acho que não só a libertei, como hoje me sinto completa por isso. O tempo que eu afirmei lá em 2015 que chegaria é agora. Hoje, me sinto viva, forte, linda. Sinto que ouço mais minha intuição, ouço mais meu coração. Aprendi que ele não mente e possui um belo radar pra me guiar aqui na caminhada terrena. 
Hoje me sinto mais determinada, mais segura, mais feliz, mais mulher, com mais fé em mim, na vida e em Deus.
2017 chegou pra me mostrar: "Você conseguiu! Você pode! Siga firme. Tudo o  que quer será conquistado. Dedique-se. Cuide-se. Ame-se."

Creio piamente na frase que diz: “Tem coisas que Deus nos dá para aprender. E tem coisas que Deus só nos dá depois que já aprendemos”.
Hoje sei que um outro tempo está chegando pra mim. Sei, baseada nas escolhas e principalmente não renuncias que fiz, e farei, que vou colher tudo que plantei.
Venha 2017! Te recebo. Te abençoo. E farei de tudo para que se torne inesquecível. 



👆🙇😇😊💋💝

PS.: Não sei a razão do fundo branco em algumas passagens do texto. Tentando ajeitar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Quanto cabe dentro de um obrigada?

Lembro-me do que pedi lá naquela Copacabana no Réveillon de 2015/2016. Foi só um pedido. Eu pedi com tanta força, mesmo sem acreditar que era possível. Mesmo sem acreditar que eu era capaz. Mesmo não crendo tanto em mim. Mesmo reaprendendo a me amar.
2016
passou e eu não fazia praticamente nenhum movimento pra que aquilo que pedi e, que parece tão simples aos olhos de tantos, acontecesse em 2016.
Aprendi que a vida muitas vezes dá muitas voltas pra atingir seu objetivo. E já no último trimestre as coisas começaram a mudar. E eu sabia que iam mudar. Meu coração dizia. Das coisas que a depressão me ensinou: a ouvir meu coração. A me sentir. A me respeitar.
Há pessoas que entram em nossas vidas com tanta força, intensidade que parecem até que sempre estiveram por ali. Parecem trazidas sob encomenda e embrulhadas para presente. Há tanta coisa em comum que chega a dar medo. Mas o medo bom. O “medo de você”.
Mas eu sei que aqui dentro de mim havia medo. E não era pouco. Talvez por isso, eu que nem ouço muito música sertaneja, tenha escolhido Medo bobo, como a música que marcou essa fase. Sim, como diz a música, "só dá pra saber se acontecer" e com certeza, foi muito melhor do que eu imaginei. Se eu soubesse teria feito antes: teria me aberto pra vida. 
Mas foi na hora certa. Do jeito certo. Com a pessoa certa. Sim, posso dizer com toda certeza que foi um presente. Foi o fim do meu medo bobo.
Pode não ter tido o “happy end” dos romances das comédias românticas que tanto gosto, mas teve tanta coisa boa. E nem quero ou vou fazer crítica ao que doeu, e dói ainda, das dúvidas que permeiam minha mente, dos questionamentos que ainda pulsam em meu peito, porque a vida me abraçou de forma bela. Resolvi olhar apenas o que foi bom. Tive o que pedi lááá no réveillon. E consegui superar muitas das barreiras emocionais que eu mesmo colocava (coloco?) no meu caminho. Barreiras que fizeram eu desistir de mim. De desistir de tentar viver algo bom por bastante tempo.
E foi natural. Eu fui eu. De corpo, alma, cara de pau, grosserias, sinceridade, sentimento, carinho, palavras, fala, olhos nos olhos, entrega e coração. E fui aceita. Fui querida. Fui cuidada. Fui acarinhada de uma forma que eu nem lembrava mais como era bom. Me senti viva. Feliz. Realizada. Encorajada e curada.
Das minhas batalhas diárias contra a depressão, talvez fosse essa a mais difícil. E por causa disso, não me sentia “curada”. Ainda me via como uma doente em recuperação. Minha auto-estima muitas vezes questionadas por mim. Meu amor próprio tantas vezes jogado ao chão. Ao longo dos últimos anos fui vencendo todas as batalhas, mas faltava as tais barreiras. Temia enfrentá-las, confesso. Mas com ele não foi uma batalha, foi algo natural. Foi como se eu nunca tivesse me escondido atrás de toda nuvem negra que me cercou.
Aprendi que a vida nem sempre é só sorrisos ou como queremos, mas ela é perfeita naquilo que se propõem a nos ensinar. Por isso, sou grata pela passagem dele na minha vida. Por isso, aquele vídeo que recebi dele com a música Photograph  no trecho que diz:
Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que fica mais fácil 
Se lembre disso em cada pedaço seu
E é a única coisa que levamos com a gente quando morremos

 Nós mantemos este amor numa fotografia
Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
Onde nossos olhos nunca fecham
Nossos corações nunca estiveram partidos
E o tempo está congelado para sempre”

Fez tanto sentido. Depois tanto tempo eu, finalmente, me via curada. E ele foi o instrumento utilizado pelo Papai do Céu pra isso. E não esquecerei.
Acredito que não tenhamos nos amado. No sentido mais amplo da palavra. Até porque, descobri que o coração dele pertencia à outra, mas a tarefa a ser cumprida por ele na minha vida foi desempenhada com sucesso.
No meio de tantas emoções a flor da pele na minha ânsia de me defender, de não querer sofrer, de ter que afirmar e reafirmar mil vezes-pra mim (falando, escrevendo, postando) o quanto é importante eu me colocar em primeiro lugar, eu tenha cometido exageros. O que talvez não seja óbvio é que toda a armadura que eu possa ter vestido foi para proteger o ser frágil que pudesse vir a se esconder dentro dela (eu). O que também não foi evidenciado é que ao me afastar eu tentei além de me proteger, protege-lo de algo que, ao me ver, já era nocivo a ele. Já o fazia sofrer...A minha presença.  E não queria eu, justamente eu, o ferir. E abrir mão era só a alternativa que me restava. Por mim, mas também por ele.
Quisera eu, poder ajudá-lo a superar suas fraquezas. A “cura-lo” de algo que o fere. Que dói. Quisera eu ocupar um lugar especial na história de vida dele.
Somos tão parecidos. Tão teimosos. Tão resistentes às mudanças. Tão apegado às pessoas que nos fazem bem. 
Em nossa última conversa me via nos questionamentos dele. Me via nas escolhas que ele estava prestes a fazer. Como por exemplo, ter que provar para si mesmo que a culpa de não ter sido como se imaginou não era dele. De insistir em seguir pelo mesmo caminho, fazer igual e aceitar que o outro não faça esforço algum para mudar (até onde sei).  Onde só ele parece prezar pela felicidade de tantos. Só pra ter certeza de que fez tudo o que era possível. Eu fiz isso no passado! É de uma teimosia, de um orgulho e de uma vaidade sem tamanho! É um medo de construir algo novo, seja só ou acompanhado. Assim como eu! Um não suportar ser rejeitado. Um mundo desabando diante dos olhos dele, assim como desabou diante dos meus há poucos anos atrás. Mas ele precisa calçar os próprios sapatos e traçar os caminhos que ele escolher. Toda dificuldade nos faz mais forte. Nos faz melhor.
Que ele encontre pessoas que possam segurar na mão dele e ajuda-lo a seguir. Quero que ele seja feliz com as escolhas que fizer e que a vida o abençoe de acordo com o seu merecimento.
É difícil e estranho que alguém que estava inserido na minha vida, rotina e casa do nada me pareça um estranho. Quando é necessário medir o que vou dizer. Quando a espontaneidade vai pelo ralo. É estranho e dolorido demais. Essa obrigação que temos do dia pra noite de não falar mais. De ignorar, pra não doer tanto. De fingir ser indiferente, quando na verdade não somos.
É louco usar o pretérito imperfeito pra falar de algo que aconteceu faz 10 dias como se fosse na minha infância. Sem chance, motivo ou razão para acontecer novamente.
Hoje descobri que nem nas redes sociais ou aplicativos de mensagens podemos mais nos falar. Possivelmente meu número está bloqueado. E entendi que é um desejo dele que eu não mais participe de nenhuma forma da sua vida. Que não quer ter contato comigo. Foi triste, ver “meu presente”, “minha cura” não querer nem construir, quem sabe no futuro, uma relação de amizade e respeito, como nos prometemos. Mas entendo e aceito as escolhas e o jeito dele.
Eu o agradeci tantas vezes, mas com certeza ele não sabe que tudo isso estava dentro daquele "obrigada". Cabe muita coisa dentro dessa palavra e dentro desse sentimento de gratidão por tudo que vivi, aprendi, cresci. Não precisa ser eterno, mas precisa valer a pena. E valeu. 

O que eu diria a ele? 
Obrigada por tudo isso que escrevi acima. Obrigada por ter sido intenso, por um jeito feliz, conturbado e dolorido, ter me mostrado que eu voltei a me amar. Obrigada por ter passado pela minha vida. Por ter se feito especial pelo que é. Pelo que foi. Nem sempre algumas pessoas ficarão em nosso caminho, mas, certamente, não é por mero acaso que elas aparecem. Desculpe-me pelas falhas cometidas. Pelos possíveis “transtornos”. Pelas palavras firmes e duras. Só queria que você conseguisse ter mais firmeza e segurança nos seus passos. Só queria evitar que você trilhasse por caminhos que já percorri e sei o quão doloridos são. Se precisar de algo, estou por aqui. Se cuida. Com carinho e saudades. Carla. 




"A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim" ❤👫

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Gratidão - Pelo que dói

Quando pedimos algo a Deus: um sinal, um caminho, uma resposta temos que esperar que ele nos mostrará o que é melhor. E aceitar que nem sempre o que ele nos mostra é o que queremos.
Hoje o coração aflito para definir algumas questões. A tristeza dominava. O medo de tomar uma decisão e me arrepender. De ser injusta e ou covarde, pois olhava pra trás e pensava: “Será isso novamente? Ou será que a vida está me testando com a mesma história pra saber se vou tomar a decisão mais correta? Será que é pra saber até onde vai minha coragem?”
Mil perguntas sem respostas. Resolvi olhar para o alto e confiar na providência divina e no tempo dele. Coração apaziguou. E quando menos esperei me deparei com algo que foi a gota d’água. A tal resposta de que qual o caminho seguir. Não foi o que eu gostaria.  Tomei um “tapa”. Decepção é pior que um tapa. Dói de uma forma estranha, principalmente quando relacionado a uma pessoa. Questiona-se tudo o que viveu. Questiona-se toda a veracidade do que foi dito. Todo caráter da pessoa. Não esperava muita coisa, mas uma atitude madura e correta, no mínimo. Não foi assim. Que pena!  
Tremi. Chorei. Rezei. Agradeci: Por tudo o que vivi. Por tudo o que passou. Por tudo que aprendi. Há pessoas que passam em nossa vida para ensinar algo e nos preparar para o melhor que ainda está por vir. Pra nos mostrar a viver de outra forma, a enxergar a vida por outro prisma, a ter outras atitudes, pra despertar sentimentos e vontades já adormecidas. Por tudo isso, sou grata a Deus por tudo o que vivi, verdadeiramente, sem mentir, fingir ou fugir. Sendo completa, sendo verdade de corpo, alma e coração.
Nessas horas entendemos o porquê de dores anteriores terem sido tão fortes. Hoje durou uma hora. Já sei que passa e não morro. Bola pra frente. :)

Que eu possa seguir meu caminho em paz e ser feliz como realmente quero, luto e mereço.

 Lembrem-se sempre do que diz a frase abaixo: 




sábado, 29 de outubro de 2016

Seja livre

Não sei o que as pessoas esperam de mim. Sinceramente, não tenho pensado muito nisso. Penso no que eu quero pra mim. Chame de egoísmo. Azar! Estou preocupada em ouvir o meu eu interior (coração) que já se confronta o suficiente com meu eu racional. Imagina se fosse confrontar com mais ideias! Não dá!
As pessoas se surpreendem com o meu eu. Com minhas facetas. Com o tamanho da minha coragem, da minha força e com minhas fragilidades, com minha emoção sincera em assistir uma linda mulher pela trilhonésima vez. Sim, sou bruta, mas sou romântica! Sou esse misto de mulher fútil que se desespera ao ver um fio de cabelo branco, que fica pau da vida quando a unha quebra ou o esmalte lasca. E a mulher independente, dona de si, que troca o chuveiro, a torneira, monta móveis sozinha.  Sou a dona de casa que ama cozinhar, inventar pratos, decorar a casa, comprar flores... Sou aquela que vai trabalhar de scarpin e blazer vermelho, maquiada e cheirosa e que todos juram ser A executiva, mas nem é. Sou aquela que ama um all star e um jeans pra ir à Lapa, mas que tem dias que coloca um salto, um vestido com decote e faz a mulher fatal.
Sou aquela que não tem problemas pra falar sobre quase assunto nenhum. Que falta filtro entre o pensar e o falar diversas vezes, mas tem optado por não entrar em polêmicas, mas se entrar vou se colocar. Sem a intenção de convencer o outro, mas apenas expor o que pensa.
Sim, também falo abertamente sobre sexo o que não significa falar da minha vida íntima, preferências e hábitos. Muito menos signifique que eu quero “dar” pra um cara porque falei sobre sexo com ele. Sexo é sexo e ponto. Tenhamos maturidade para aprender a falar sobre isso sem fantasias. Cresça!
Sim, sou mocinha que sonha em encontrar e construir um grande amor, mas que embarca em loucuras de apenas uma noite. Por que não?
Sou aquela que os amigos lembram: Carla, seja mocinha. Uma mulher não deve falar desse jeito. E eu mando ir se F#&(@! Por essa sou eu. Simples assim.
Sou livre. Livre pra ser o que eu quiser, como e quando eu quiser. Sou livre pra viver a solidão ou escolher seguir ao lado de alguém. Sou livre pra escolher o melhor rumo pra tomar na vida. Sou livre pra reconhecer minhas falhas, meus equívocos, pra me desculpar.
Sou o que sou. Não sou comum. Não espere alguém que faça tipo, que se esconda ou se encolha pra caber na vida de alguém. Não espere alguém que fale o que você quer ouvir. Eu falo o que eu penso. Não espere o óbvio. Eu não sou óbvia. Espere a paz e calmaria, mas espere alguém que não foge de uma boa briga se a razão for justa e coerente.
Espere atitude e não palavras pra demonstrar meus sentimentos. Espere sentimento. Por aqui eles transbordam...

Não espere nada de mim. Espere apenas o que eu espero do outro: Sinceridade e coragem para ser o que é. Seja! Porque eu apenas SOU. Aceite. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Livre

Essa semana fui inundada por recordações dos últimos 6 anos. Desses, ao menos 4, fiz papel de trouxa, mas quando demonstrar que gosta é fazer papel de trouxa, não é mesmo?  Logo eu que sempre busquei reciprocidade, nunca ofereci isso. Sempre dei além, muito além do que recebia.  Gostar é demonstrar, mas me coloquei de lado todos esses anos. Em todos esses momentos.
Nessa inundação de lembranças fui levada a refletir sobre tudo que se passou, na pessoa que era e na que sou. Lembrei-me de uma conversa com uma grande amiga quando ela me disse que eu olhava muito pra trás. E eu, rapidamente, disse que eu sentia falta daquela Carla que existiu. Na pessoa que eu me transformei durante algum tempo. Queria algum momento encontrar-me novamente comigo.

Meses depois conversando com outro grande amigo sobre o mesmo assunto disse o mesmo a ele e obtive uma resposta que foi semelhante a dois tapas na cara:  “Você não pode buscar um referencial no seu passado. Aquela Carla não existe mais. Você hoje é melhor que ontem, logo, não pode querer ser a Carla de antes. Está fazendo isso errado”.
Ele tinha razão, mas aquele ainda era um referencial. A vida foi seguindo. Eu parei de caminhar olhando pra trás, pois como diz a música “o passado é uma roupa que não me serve mais”.  Durante a inundação de lembranças me dei conta que não quero ser aquela Carla de ontem nunca mais. Aquela Carla não se amava o suficiente. Não soube exigir reciprocidade. Não soube fazer sua vontade. Não soube se valorizar devidamente. Ignorou todos os sinais que a razão e o próprio coração deram. Sofreu. Chorou. Aquela Carla se foi. E nunca, NUNCA mais quero ser igual a ela.
Entendo que aquela Carla de ontem construiu o que sou hoje. Que tudo que vivi serviu de aprendizado e pode sim ser um referencial, mas daquilo que não devo mais fazer.
Mais uma vez enxerguei e entendi que todo esse tempo que estou me dando é necessário para que eu possa me “re-conhecer” e amar de uma forma diferente. Entendi que quando prometi pra mim que não me envolveria com ninguém enquanto eu não me sentisse curada era porque eu precisava me amar acima de qualquer coisa.
Essa semana e, só nessa semana, que entendi que ser a Carla de ontem é tudo o que eu não posso ser.
Essa semana e, apenas essa semana, que eu consegui olhar pra trás e dizer com o coração leve e aliviado: Eis aqui hoje uma mulher livre do ontem. Eis aqui hoje alguém que não agiria mais daquela forma.  Eis aqui hoje uma mulher que é forte, que se ama como é (com todas as imperfeições que possui) e está pronta para o novo.

Finalmente, eis aqui uma mulher disposta e sem medo do amor.