sexta-feira, 27 de junho de 2008

Perguntas de crianças


Pensei em escrever sobre tantas coisas, mas como hoje é sexta feira tem que ser algo bem leve.
Dias desses estava lembrando das célebres perguntas de crianças, aquelas difíceis de responder. Vou enumerar as três mais complicadas.

1º Pergunta:
Estava no clube da cidade que morava quando criança, curtindo uma piscina. Eu, meus irmãos e a babá. Devia ter uns quatros anos, mais ou menos. Escorreguei na piscina, meio que me afoguei sabe e meti o joelho no chão daquela piscina funda pra dédeu, num tinha nem um metro e doeu. Lógico!
Ao sair da piscina revoltada da vida e chorando perguntei a babá:
- Renata, por que o chão é duro???
A babá nada respondeu. Caiu na gargalhada. Não obtive resposta até hoje. Praticamente um trauma em minha vida. Rsrsrs
2º Pergunta:
Sempre vinha para o Rio passar as férias na casa de minha avó. Minha mãe sempre foi super liberal e minha avó mega conservadora. Era meio complicado às vezes.
Em uma dessas férias, devia ter uns sete anos, estava eu deitada no chão da sala da vovó assistindo fantástico. Começa uma reportagem sobre menopausa. Eu uma criança esperta prestei atenção em tudo. Ao terminar a reportagem e começar o intervalo, virei para minha avó com toda seriedade de uma criança de sete anos e perguntei:
- Vó, o que é menopausa??
Silêncio total na sala. Vovó olha pra Dinda Marlene, que olha pra Dinda Cida, que olha pra mim e eu naturalmente pergunto de novo.
- Vovó o que menopausa? Você não sabe o que é não? Nem você em as dindas, né?!
Minha avó pau da vida me responde:
- Sei sim... éééé... Carla começou o fantástico de novo. E isso não é assunto pra criança. Quando for adulta você vai saber. E quieta que quero ouvir a televisão.
Outro trauma...
3º Pergunta:
Eu no início da adolescência (12 anos + ou -) era leitora assídua da revista teen chamada Querida. Minha mãe sempre liberal, então já tinha até uns “peguetes”. Julgava já saber tudo, teoricamente, sobre sexo. Era assunto amplamente discutido lá em casa, sem pudores. Ajudava até amigas mais velhas.
Sempre fui e ainda sou meio sem noção. Se tenho dúvidas pergunto na hora, não observo quem está em volta. Graças a Deus, nesse dia minha avó estava na casa dela, pois já morava no Rio de Janeiro.
Estava eu lendo minha revista, vejo aquelas cartinhas de leitoras com dúvidas com a seguinte dúvida: Através do sexo oral eu posso ser infectada com uma DST? A resposta, claro, era afirmativa, mas na minha cabeça não fazia sentido. Não titubiei em perguntar:
- Mãe o que é, e como se faz sexo oral?
Putz!! Coitada de mamãe. Fez uma cara de quem tava mais perdida que filho de puta em dia dos pais. Tentava dizer algo que não saia, sabe. Hilário. Quando conseguiu, me perguntou:
- Ué?! Carla oral é o que??
- Com a boca, mãe.
- Então Carla qual a dúvida?
- Mãe, como alguém vai pegar aids só falando de sexo?? (Muito esperta).
- Carla como assim?
- Ué você disse que oral é com a boca, num é falado?
Sabiamente meu irmão mais velho se intromete:
- Carla, tu não sabe o que é um boquete??
- Claro que sei – respondi.
- Então, sexo oral é boquete.
Minha mãe, com cara de bunda, só conseguiu me dizer o seguinte:
- Carla se fosse falado seria verbal. Esclareceu sua dúvida?
- Sim mãe. Já sei o que é boquete a um tempão, mas não sabia que era a mesma coisa que sexo oral.
Acho que dessa vez o trauma foi de minha mãe.... rsrsrs
Juro que eu rezo pro meus filhos não fazerem essas perguntas.

Bjoks

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Saudades




Na segunda feira passada estive no colégio onde fiz o meu 2º grau. Ai que saudade daquela época. O tempo passa tão rápido, parece que foi ontem e lá se vão 4 anos que conclui o meu 2º grau técnico em administração (NOSSA QUE ORGULHO!).
Quando entrei lá em 2000 não imaginava o quanto eu mudaria como pessoa. Continuei sendo representante de turma, mas minha vida não teria a mínima graça dentro daquele colégio se não fosse o Grêmio Estudantil que fui presidente. Muita coisa mudou. Minha visão de ver o mundo. Minha visão política. A confirmação do meu partido político, no qual milito até hoje. A transformação da menina Carla, para a adolescente e no fim a mulher Carla.
Todas as gargalhadas, todas as lágrimas derramadas, todos os amigos feitos e até “desfeitos” tudo valeu a pena.
Que vontade de eternizar tantos momentos que só quem viveu pode entender. Entender nossas aulas na manhã de sábado após uma bela noitada. Saímos da escola às 10 da noite (eu e meus amigos) corríamos para minha casa nos arrumávamos e íamos pra boate, numa van que “alugávamos”, que horror!!! Kkkkk Todo mundo mais novo. Quando saímos da boate lá estava a van nos esperando, chegávamos às 5hs da matina e tínhamos aula às 7hs. Comíamos, tomávamos banho (às vezes) e direto pra escola. Todos cochilando na sala de aula.
Nossos encontros na Oliveira Belo, os porres dos amigos, as paixões arrebatadoras. A união de minha turma. As passeatas, a greve.
Cara TUDO valeu a pena!!! Tudo que vivi me transformou no que sou hoje.
Meus melhores amigos, onde conheci? Amigos que me orgulham muito. Que me preocupam também, mas vê-los encaminhados é tão bom.
Hoje já não saímos tanto juntos e muitos já tem carro, não vamos mais de van KKKKKKKKK, mas quando saímos parece que o tempo parou lá atrás e que os anos pra todos nós não passa.
Sei que nosso segundo grau foi PHODA, com PH mesmo. rsrsrs
Estudar em uma escola técnica, pública, à noite e em um bairro que faz divisa com a baixada fluminense me fez enxergar um mundo com dificuldades que não imaginava conviver. Eu tinha 15 anos quando comecei meu 2º grau e logo de cara caí em uma turma que a idade variava de 14 até 54 anos. Tinha um senhor que estudava em minha turma que morava embaixo de um viaduto, sacava muito de física, mas desistiu. Acho que é a pessoa que mais senti a desistência até hoje, podia ter crescido tanto. Tinha outro menino que não tinha dinheiro pra xerox a turma se cotizava e pagava pra ele. Uma senhora evangélica que o marido não permitia que ela estudasse, ela meteu a cara, então ele disse que ela pararia quando terminasse o segundo grau. Ela disse que sim, mas passou num concurso pra prefeitura e queria crescer e nunca parar de estudar. Passou no vestibular pra UFRJ para fazer letras. Tia Marilene então... Nossa ela era tudo de bom. Vários churrascos na casa dela.
Passaria o dia aqui e não acabaria de contar tudo que aprendi. Aprendi com a vida. Vida muito difícil para alguns pra outros nem tanto.
A ETEJK entrou para a história da vida de muita gente.
MUITAS SAUDADES...

BJOKS

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Meme

Meme indicado por “minha iniciadora no blog” Flavia.

Três alegrias:
* Minha família.
* Meus estudos.

* Meus amigos.

Três medos:
* De lagartixa.
* De não ser bem sucedida profissionalmente.
* Não ter amigos.

Três objetivos:
Concluir a faculdade.
* Ter um filho e adotar outro.
* Ter uma casa própria.

Três Obsessões atuais:
* Inglês.
* Academia
* Dieta.

Três fatos surpreendentes:
* Conseguir expressar o que sinto “pro outro”.
* Ter entrado numa academia e acordar MUITO cedo para tal.

* Está segurando a onda, não discutir tanto com minha mãe.

Três indicados para fazer o MEME?
Agora tenho: Naty - Verita Effettuale

Bjoks

Minha Sobrinha


Hoje é um dia muito especial pra mim. Há cinco anos atrás nascia minha sobrinha, Maria Eduarda. Não foi planejada, mas esperada ansiosamente por toda família. Ao ser anunciada a gravidez não esperada, pelo meu irmão uma confusão se formou em meu lar, mas tudo foi resolvido rápido, principalmente em meu coração e minha mente. Sempre fui contra o aborto, sabia que seria difícil pro meu irmão, afinal os pais tinham apenas 20 anos, mas que junto conseguiríamos superar.
Logo que decidido o caminho a seguir sonhei com uma menina linda com cabelos longos e pretos que pulava em meu irmão e o chamava de pai. Acordei e disse à família que seria uma menina e teria cabelos escuros. Acertei!!! Rsrs
Logo passei em uma lojinha de produtos infantis e comprei um lindo sapatinho branco. O nome foi sugerido por mim, tia babona, e aceito pela mãe.
O tempo passando barriga crescendo, móveis mudando. Bercinho, carrinho de bebê, banheira e um monte de coisas que eram estranhas pra mim, já que em minha família era primeira criança, primeira neta, a primeira bisneta.
Muitas ultra-sonografias feitas e nada de sabermos o sexo da criança só no oitavo mês a confirmação de que se tratava de uma menina. Daí então o chá de bebê, que foi ótimo.
Numa bela quinta feira, feriado de Corpus Cristi, sou acordada por minha mãe avisando que minha cunhada sentia “cólicas”, mas que minha mãe tinha certeza que eram contrações (experiência). Um corre-corre dentro de casa. Munidos de tudo que se fazia necessário seguimos em direção do hospital. Uma espera era angustiante. Preferi ir pra casa. O telefone tocou, era minha mãe avisado que estava tudo bem. Queria vê-la, mas não podia, só no dia seguinte.
Cheguei no hospital, vi aquela menininha linda, cabeluda, com mãos longas, parecia de porcelana. Tinha tanto medo de pegá-la no colo.
Passado cinco anos, lembro de tantos momentos. Dos brinquedos, de todos os aniversários, da transformação do meu irmão e da minha cunhada. A responsabilidade adquirida pelos dois. Deus sabe realmente o que faz. Durante em nosso luto na morte de meu pai ela foi nossa luz, em todo o tratamento do câncer de minha mãe foi nossa alegria, nossa esperança, a motivação de minha mãe. A razão pela qual ela se alimentava, pois apesar dos seus seis, sete meses, Duda só comia se visse mamãe comendo. Tanta coisa mudou. Não é por um acaso que as coisas acontecem e não é por acaso que ela está conosco. Ela é muito amada e não tem alegria melhor do que chegar em casa e encontrá-la. Receber aquele abraço gostoso e dizer: “Titia que saudade! Você está linda. Te amo”. Não há tristeza que perdure.
Costumo dizer que Deus se enganou e quando viu o sobrenome mandou minha filha, quando viu a confusão estava armada, pois ela é minha cópia fiel nos gostos, jeito e até bem pouco tempo a aparência.
Nesse dia tão especial onde todos lá em casa estamos ansiosos para os preparativos da festa da nossa Cinderela, agradeço a Deus pela vida da minha princesa e digo para o mundo AMO MUITO AQUELA CRIANÇA.

Ai que tia babona!!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Falando Sério


Falando Sério

Composição: Mauricio Duboc - Carlos Colla

Falando sério...
É bem melhor você parar com essas coisas
De olhar pra mim com olhos de promessas
Depois sorrir, como quem nada quer

Você não sabe...
Mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez
E tenho medo de fazer planos
De tentar e sofrer outra vez

Falando sério...
Eu não queria ter você por um programa
E apenas ser mais uma em sua cama
Por uma noite apenas e nada mais!

Falando sério...
Entre nós dois tinha de haver mais sentimento
Não quero o seu amor por um momento
E ter a vida inteira pra me arrepender...
Resolvi postar essa música, pois é a que mais me identifico no momento atual.
Bjoks

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Palavras


As quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado.
desconhecido


Essa frase sempre teve uma importância muito grande na minha vida. Penso que muitas vezes a palavra e a pedra sem confundem, assim como a ocasião perdida com o tempo passado.
Muito cedo descobri que as palavras podem ser usadas como armas com um poder destruidor, muitas vezes machuca muito mais do que a pedra quando atirada, pois se ao ser machucada com a pedra o ferimento sarar e não deixar cicatriz rapidamente será esquecida. A palavra quando fere deixa uma cicatriz horrível, o "sangue pisado", a mágoa no coração.
A ocasião perdida se confunde com o tempo passado, porque perder a oportunidade de fazer algo é muito ruim, muitas vezes fico presa no passado por causa disso. Esse fantasma até me persegue. Já me perseguiu mais no passado, acho que a maturidade ajuda a não me preocupar tanto com os outros, a ser mais eu que nunca (apesar da personalidade sempre marcante).
No último fim de semana as palavras proferidas por alguém que tem um significado importante, me fizeram cair na real. Na hora doeu. Ofendeu-me. A ferida está aberta e sangrou, mas acredito que está sarando. Talvez se tivesse tomado uma "porrada" não teria doído tanto, mas me mantive firme refleti, respirei e falei tudo o que meu coração mandou. Sei que o coração dessa pessoa também sangra, mas nem por isso vou meu permitir iludir-me, machucar-me. Tenho amor próprio e razão também.
A verdade muitas vezes causa isso. Eu disse a verdade e também ouvi, prefiro assim a verdade que dói a mentira que me ilude.
O que me alivia é saber que não deixei a ocasião passar, fiz bom uso das palavras e não terei que temer pelo tempo passado. Na vida tudo é aprendizado, evolução então, mesmo que seja pela dor e decepção estou melhorando.
Essa frase me faz ter a real noção de que não posso perder tempo com por menores, tenho que fazer o que tenho vontade para não olhar pra trás e ficar sofrendo pelo que não fiz, porém, tenho que pensar duas vezes em usar minhas palavras como arma e não usar pedras, pois o tempo não volta e talvez eu não tenha a oportunidade de corrigir uma falha do passado.
Para terminar o texto coloco palavras de Fernando Sabino.
Bjoks

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.
Fernando Sabino