segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais um vez... Mesmo que seja a última

Sinto a necessidade de te ver mais uma vez, que seja até a última, mas que haja a próxima. Há tanto a ser dito. Há muito a ser revelado sobre o que pulsa em meu peito. Preciso olhar em seus olhos e tentar enxergar sua alma. Tentar saber se ainda há em você algum vestígio de mim. Se ainda há uma alguma vontade além do desejo mútuo que sempre existiu, mas nunca foi o que “nos uniu”. Preciso olhar em seus olhos, preciso ouvir você dizer tudo o que já escreveu pra mim. Preciso sentir e ver suas reações, suas emoções, sem que haja fuga, por mais que haja medo. Necessito enxergar coragem em ti... Enxergar vontade de superar tudo o que te impede de seguir em busca do que te faz, verdadeiramente, feliz Preciso acalmar meu coração e saber por onde seguir sem alimentar falsas esperanças, sem aguardar o que talvez não aconteça. “Eu preciso te ganhar ou perder sem engano”. Por mais que a verdade faça meu peito sangrar e me fira a alma, eu quero a verdade. Existe dentro de mim a certeza de que me fiz especial por alguma razão, em algum momento e essa certeza alimenta meus sonhos e a minha vontade de te ter sempre por perto, a cuidar de mim, a me dar colo e a me fazer enxergar a vida com outros olhos, ao extrair de mim o meu melhor. Preciso de ti, nem que seja pela última vez.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O amor e os medos

Hoje ao ouvir a música Pétala do Djavan quando ele canta “Por ser amor invade e fim” tantas coisas se fizeram entender dentro do meu coração.
Após tantos casos confusos, tantas paixões avassaladoras, restou um coração carente e ferido. Muitas vezes me vi descrente desse sentimento chamado amor, me vi refém da carência, mentindo pra mim, fingindo acreditar que certos envolvimentos “dariam certo”. Desiludida e machucada, optei por fechar as portas de meu coração e não dar mais chances a nada e a ninguém. Recolhi-me por alguns meses, fiquei sozinha tentando me redescobrir, na certeza que o amor surge de repente e quando menos se espera.
Não estava enganada. O amor entra sem pedir licença, chega sem avisar, se acomoda sem ser notado, vem de onde menos se espera e quando percebemos tudo está diferente, alguém se faz especial por ser o que é, com seus erros e defeitos, com sua beleza ou não. Ele vem e traz o coração palpitando mais forte quando se encontra o ser amado, o frio na barriga, a felicidade ao ver a plaquinha do MSN subir, no “bom dia” no Gtalk durante o trabalho, nos torpedos no celular pra falar nada, nas discussões sobre política, na admiração e no respeito conquistado a cada dia e cada vez mais. O amor traz o se mostrar sem ter medo, sem vergonha, sem se importar com o julgamento que poderá ser feito. É ser o que se é, pura e simplesmente.
Mas o amor traz também uma malinha com traumas e medos, conquistados a partir de nossas tentativas fracassadas. Para alguns pesa muito a ponto de não se conseguir avançar. Os fantasmas retornam e ganham mais força e o sofrimento mais uma vez se faz presente. Enfrentar tudo isso, esvaziar essa mala e sarar de uma vez por todas as feridas ainda abertas é a melhor solução, mas também dói e pode machucar alguém que só se quer bem. Mas fugir e se esconder também machuca a si e a esse alguém a quem se teme ferir.
E o amor que entra sem pedir também permanece, mesmo que quem o carregue jure que não o quer. O amor é um sentimento que tem vontade própria e não adianta, pois ele é sábio podemos até nos enganar, na tentativa de esquecê-lo, mas ele é forte e se faz presente e lembrado sempre. Fugir da verdade do amor é um grande erro. Sempre restará uma dúvida, uma pergunta a ser respondida: E se eu tivesse feito de outra forma?
E eu que sempre fugi ou paralisei, pois a mala era pesada demais agora opto por enfrentar tudo isso, pois o amor me fez enxergar tudo de forma diferente, me mostrou que vale a pena deixar tudo isso pra trás, e nunca mais me arrepender por não seguir. Mas por ironia do destino há uma mala mais pesada que a minha nessa história e que eu estou disposta a ajudar desfazer. Mala que ainda está fechada, mas só o amor será capaz de abri-la.
Há algum tempo descobri a existência dessa mala, mas só agora após alguns fatos, descobri a força do meu sentimento e mesmo que o futuro não seja da maneira que eu desejo, o desfazer dessas malas será de grande importância. Que seja permitido deixar tudo isso no passado, pois se o amor se constrói, tal construção já começou a ser feita.
Que assim como na música, o amor possa simplesmente ser, invadir e fim.